terça-feira, 14 de setembro de 2010

SEXO NO DIVÃ...

Até pouco tempo atrás, num mundo coberto de tabus, sexo era reprimido e voltado à reprodução. Se houvesse permissão ao prazer, esta era concedida ao sexo masculino. Mulher 'decente' gozar? Nem pensar. Felizmente, evoluímos. Hoje o assunto 'sexualidade' é tratado com maior liberdade dentro das famílias e até faz parte de alguns currículos escolares. Entretanto, para algumas pessoas ainda é difícil expor problemas como dores durante a relação, falta de libido, disfunção erétil, ejaculação precoce, entre outros. Despir-se de preconceitos é um primeiro passo. Encarar a questão de frente e buscar ajuda na terapia sexual, o início de uma grande mudança rumo à qualidade de vida. Inspire-se:

Sem prazer
De tanto ouvir as amigas sobre os prazeres de uma boa transa e, na prática, não conseguir alcançá-los, a estudante F.S.*, de 22 anos, resolveu procurar uma terapeuta sexual. "Quando comecei minha vida sexual percebi que alguma coisa estava errada. Sempre senti muita dor e nunca era prazeroso. Tanto que comecei a perder a vontade de ter momentos íntimos com meu namorado", lembra. O namorado não acreditava nos benefícios da terapia. A jovem freqüentou as sessões durante um ano, terminou o relacionamento que andava acomodado e afirma que se sente mais confiante. "As vidas sexual e social melhoraram", revela.
Mas nem todo mundo toma a atitude de F.S. Por não assumir que algo de errado acontecia, a publicitária T.B.*, 30 anos, ficou insatisfeita em sua vida sexual por oito anos. Ela sofre de vaginismo - distúrbio sexual cuja principal característica é a contração involuntária dos músculos próximos à vagina - e foi assistindo a um programa de televisão que falava sobre disfunções sexuais femininas que descobriu o problema.
Após pesquisar sobre o assunto, T.B. descobriu que o distúrbio tinha tratamento e procurou ajuda profissional. "Eu não tive dificuldade alguma em buscar ajuda de um terapeuta sexual, a minha dificuldade foi em aceitar que eu tinha um problema", diz. Antes de saber que era uma disfunção sexual, ela achou que poderia se curar sozinha, que seria apenas uma questão de tempo ou de estar mais relaxada na hora H. E buscou tentativas frustradas de obter prazer. "Eu cheguei a beber várias vezes até ficar bêbada, pois achava que assim conseguiria ter uma relação sexual", confessa.
T.B. freqüenta sessões de terapia sexual há mais de um ano e comemora. "É um processo que caminha por etapas e cada etapa vencida é uma vitória. Cada conquista, por menor que seja, é um grande passo que me estimula a continuar o tratamento". Conclui: "Se eu tivesse tido mais informações a respeito e buscado ajuda profissional desde o início, hoje estaria totalmente curada e levando uma vida normal, não teria perdido tanto tempo da minha juventude", lamenta.

Ato mecânico
Segundo a psicóloga e sexóloga Ana Paula Veiga, a pessoa identifica que é preciso fazer terapia sexual de duas formas: ou ela carrega a questão por um considerável período de tempo, ou o parceiro cobra algum tipo de atitude. "Percebo, pela minha prática, que as disfunções sexuais hoje em dia são poucas. Muitos sintomas da disfunção são decorrentes da falta de conhecimento do próprio corpo (ou do corpo do outro) e de como ele responde sexualmente", explica. Ela afirma que o sexo, muitas vezes, acaba encarado com uma "obrigação diária" e, por se transformar em um ato mecânico, a desmotivação sexual transforma-se numa constante.
Foi o que aconteceu com M.S*. Ao se casar, mesmo amando o marido, não conseguia encontrar satisfação sexual. Para não comprometer o casamento, M.S. fingia sentir prazer. Durante o ato, além da dor, a preocupação de fazer o papel de esposa e ter que dar prazer ao marido a afligia. Mas o maior problema de M.S. era querer colocar sua realização acima das do companheiro.
Para alcançar o prazer a qualquer custo, M.S. chegou a traí-lo para ver se o problema era com ela ou com ele. Experiência que, segundo ela, não foi positiva. "Minha culpa dobrou quando percebi que, com meu amante, obtive prazer. As coisas só melhoraram quando desvinculei o problema de mim e vi que tinha outras coisas por trás. Sempre soube que não tinha grandes sensações no sexo, mas isso nunca teria me levado a um terapeuta sexual. Só me preocupei quando o sexo começou a ser um fardo", revela.
Para a terapeuta sexual Júnia Dias de Lima, outro fator que pode indicar que a pessoa precisa fazer terapia é quando identifica que a dificuldade sexual começa a mexer com a sua autoestima, deixando-a diminuída e desqualificada, não se sentindo bem em relação ao sexo e ao outro.
Além das causas psicológicas - seja pela educação repressora, experiências traumatizantes, tabus, medos e falta de conhecimento -, causas orgânicas como doenças, distúrbios físicos, uso de medicamentos, álcool ou drogas também podem levar homens e mulheres aos divã. Geralmente, as disfunções mais preocupantes são: para as mulheres, a falta de desejo, de orgasmo e dor durante o ato sexual. Para os homens: disfunção erétil e ejaculação precoce.
“Somos seres sexuais desde que nascemos até morrermos e quando a pessoa não consegue se realizar sexualmente, precisa ser reeducada para destruir o que lhe está atrapalhando”
E se os homens naturalmente são resistentes a pedir ajuda médica, imagina quando se trata da vida sexual? Júnia atribui o fato à vergonha em assumir que sofrem alguma disfunção. Segundo ela, enquanto o número de mulheres que procuram ajuda gira em torno de 40 a 45%, apenas 30% dos homens vão em busca de auxílio. O perfil desses pacientes são pessoas de classe média, com faixa etária de 25 a 45 anos.


Segundo passo
Depois de identificado o problema, o segundo passo é analisar para qual especialista a pessoa deve ser encaminhada (ginecologista, urologista ou endocrinologista), ou se a melhor alternativa é iniciar um tratamento de terapia sexual, visto que a falta de desejo pode estar sendo causada, de fato, por algum problema psicológico ou por uma baixa hormonal, por exemplo. Mas Ana Paula adverte que uma questão orgânica pode comprometer o psicológico e vice-versa. Por isso, nos casos de alguma disfunção orgânica é aconselhável uma terapia de apoio.
Em sessões de terapia semanais o paciente vai trabalhar a reeducação sexual como uma forma de reestruturação de pensamentos e comportamentos. "Somos seres sexuais desde que nascemos até morrermos e quando a pessoa não consegue se realizar sexualmente, precisa ser reeducada para destruir o que lhe está atrapalhando", diz Júnia.
O tratamento dura em torno de seis meses, no mínimo, dependendo do caso. "Depende muito do objetivo em comum. Tive uma paciente que em quatro meses ria de como tinha chegado ao consultório. Tenho outra que atendo há dois anos", completa Ana Paula, que faz sessões individuais para ampliar o autoconhecimento da paciente; ou de casal para facilitar a comunicação e mediar um conhecimento maior de ambos.


Terapia de casal
O casal precisa estar nas sessões em comum acordo. De acordo com Ana Paula, se um parceiro fica cobrando do outro que faça terapia, se for uma queixa unilateral, fica difícil a terapia apresentar efeito. Já para Júnia, quando um casal procura esse tipo de auxílio é porque a situação já chegou à condição de "ou você vai ou me separo!".
É por estes e outros motivos que o melhor a fazer ao constatar algum problema na vida sexual é deixar a vergonha de lado e procurar ajuda de um profissional. "Quanto mais rápido se diagnosticar o problema e começar a tratá-lo, mais rápido o paciente estará curado e podendo ter uma vida sexual normal novamente", conclui Júnia. Afinal, nada melhor do que mente e corpo saudáveis para uma vida sexual plena de felicidade.

Confira a seguir as principais disfunções sexuais...
1. Disfunções sexuais femininas:
Transtorno de excitação: Antigamente, esse problema era conhecido por frigidez. É a incapacidade de adquirir ou manter a lubrificação vaginal e turgescência até o fim do ato sexual. A mulher tem pouca ou nenhuma sensação de excitação.

Anorgasmia: Incapacidade de se atingir o orgasmo.


Vaginismo: Contração involuntária dos músculos próximos à vagina. A mulher não consegue controlar o movimento de contração, apesar de até desejar o ato sexual.


2. Disfunções sexuais masculinas:
Disfunção erétil: Este problema já foi conhecido por impotência. É a incapacidade persistente ou recorrente (repetida) de manter uma ereção.
Ejaculação precoce: Incapacidade de controlar ou adiar suficientemente a ejaculação. Ela acaba ocorrendo em um curto espaço de tempo após a ereção plena ou até mesmo antes que essa aconteça.
Ejaculação retardada: É a demora em atingir o orgasmo acompanhado da ejaculação.
Anorgasmia masculina: Dificuldade ou falta de sensação de orgasmo no coito, com ejaculação.

3. Disfunções sexuais comuns a ambos os sexos:
Desejo sexual hipoativo: É a diminuição ou ausência total do desejo sexual.
Aversão sexual: Sentimentos de repulsa, ansiedade e medo em relação ao ato sexual ou ao parceiro.
Dispareunia: Denominação para a dor genital durante a relação sexual. Apesar de mais comum em mulheres, também pode ocorrer em homens.
Queridos...não tenho palavras para agradecer o carinho de vcs...ontem realmente
foi um dia complicado...mas serviu para que eu mais uma vez aprenda que ainda
existem (infelizmente) muita gente mascarada nessa nossa blogosfera...e o pior
que nem cumprir com a palavra sabem....é um tal de abre e fecha blog e ainda
me culpa por isso...isso é somente FALTA DE VERGONHA....
Mas a vida segue e o passado já se fez tarde....
Obrigada a todos pelo apoio e a verdadeira amizade, torço para que a partir de agora
o respeito e a boa comunicação flua entre todos...
Linda tarde a todos...bjs carinhosos...Mar...

4 comentários:

  1. A pior coisa do mundo é não sentir absolutamente nada em momentos tão especiais. Com uma aula dessas.. a galera nem precisa de terapia! ;)

    Loiraaaaaaaa linda!
    Saudades imensa... mas estou de cama maninha!! Absurdo, mas é isso mesmo. Fiquei no Santa Cruz um dia inteiro para tentar melhorar. Estou indo só para as aulas à noite naquele estado deprimente.

    Saudades imensa de ti.
    Beijão

    ResponderExcluir
  2. Oi linda Professora.

    Interessante ler esta matéria e eu sempre bato na mesma tecla.

    As mulheres de hoje tem salvação, mais as de ontem... aí é que está a dificuldade. Tu falou bem, o problema maior é a aceitação, e tem o lance da restrição das mães também, ou seja, muitas mães não aconselha as suas filhas a serem subservientes ao marido para que o casamento permaneça e tal. Isso gera aqueles problemas sobre fingimento de orgasmo e tal, e isso acontece com os pais também, que podem muito bem condicionar os filhos a serem um cavalo na cama, tudo por conta do machismo de que o homem tem de meter e gozar e foda-se a mulher.

    Muitos destes conceitos retardados que vem já dos tempos da carochinha, ainda persistem hoje em dia.

    Eu sempre penso o seguinte, Aquelas moças/rapazes que tem mente aberta se tiverem algo parecido com os problemas descritos aqui, vão procurar ajuda sim. DEVEM.

    Eu mesmo vou ficar atento a estes sintomas, caso eu apresente um destes eu vou de imediato procurar saber se trata de algum disturbio oras. Porque eu penso que de sexo sempre se deve obter o máximo de extase possível. É uma coisa tão boa.

    Beijos Gata.
    Tó uma Pera pra tí hoje.
    Conde.

    ResponderExcluir
  3. Oi minha linda...como sempre aqui,muito,muito bom...
    Beijocas em ti

    ResponderExcluir
  4. Sexo ao meu ver começa com a cumplicidade. Sem esta não é possível estabelecer nenhuma conexão com o outro.

    Claro que há o sexo casual e não condeno qum o pratique, mas é meramente físico. Depois da explosão cada um vai pra sua casa e fim.

    Mas quando o sexo é um ato contínuo, alimentado no dia a dia, então pressupõe outros entendimentos necessários, não só o físico.

    Mais um maravilhoso post!

    A gente aprende muito contigo!

    BEIJÃO!!!

    ResponderExcluir

Compartilhe desejos...

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails