quinta-feira, 17 de junho de 2010

FANTASIAS SEXUAIS...INTERESSANTE...

Essa matéria faz parte de uma palestra que participei sobre Arte Erotismo e Fantasia, achei muito interessante
e resolvi postar para saber o que vcs acham dessa matéria....

Todos nós temos sonhos, desejos e fantasias. Transformá-los em realidade é o que faz a diferença entre os mortais.Toda fantasia tem um poder mágico de sedução, de domínio sobre a alma, que varia de intensidade conforme a pessoa, e na mesma pessoa a depender da formação, das preferências, do fator psicológico e da libido de cada um. Quanto maior o desejo, menor a possibilidade de resistir à tentação.
Uma fantasia sexual por mais estranha que pareça, tem sua razão de ser. É nesta busca constante da satisfação plena que o ser humano encontra no exercício da sexualidade, sua verdadeira identidade sexual. Não é à toa que certas preferências são interpretadas por alguns como perversão ou desvio sexual de quem as pratica, enquanto para outros representam a plenitude, o verdadeiro ápice do prazer.
Entre quatro paredes, quando duas ou mais pessoas se encontram para viver uma experiência sexual, pouco importa o mundo lá fora, a hipocrisia, antigos tabus e os preconceitos. O importante é ter consciência do que está se propondo, extravasar a libido e se deixar envolver completamente pelo êxtase do momento. Nesta hora pouco importa o pudor, a moral e os bons costumes. O que vale é a troca de emoções, o desejo compartilhado, o prazer da entrega, e a possibilidade de uma relação sexual plena.
Segundo Leavit, em seus estudos sobre motivação humana, todo comportamento é causado, motivado, e orientado para algum objetivo. Subjacente a todo comportamento humano existe um impulso, um desejo, uma necessidade, uma tendência, expressões que servem para designar os motivos do comportamento. Se as suposições de Leavit forem de fato corretas, o comportamento não é espontâneo nem isento de finalidade: sempre haverá alguma meta implícita ou explícita. Nas relações afetivas a grande motivação é o prazer que as fantasias despertam no imaginário das pessoas. É natural com o passar do tempo e o desgaste da convivência diária sob o mesmo teto, vir à tona nossos desejos mais íntimos. As fantasias a princípio não passam de estímulos armazenados no subconsciente, que estão latentes no indivíduo, mas que lhe influenciam a conduta e podem facilmente aflorar à consciência.
Há décadas, o universo feminino com certeza já alimentava em sã consciência, desejos de uma vida sexual ativa mais gratificante. Convivendo com a repressão desde os primeiros dias de vida - fruto de uma sociedade machista e conservadora -, a mulher sempre foi mantida sob severa vigilância. Os modelos de conduta foram inspirados, principalmente, em preceitos religiosos, como se o pecado da mulher fosse diferente do pecado do homem. Mas o fato é que ela foi aos poucos soltando as amarras da submissão pura e cega, e de uns tempos para cá , caminha a passos largos em busca de sua autonomia.
Os obstáculos e preconceitos são muitos, e isto não é de agora. Houve tempo em que a mulher que dirigisse automóvel não era bem vista pela sociedade. Poderia estar fazendo uso do veículo para fins escusos, encontros clandestinos, ou coisa parecida. Da mesma forma - em um passado não muito distante - com relação ao direito de estudar, aprender a ler e a escrever. Era comum os pais não permitirem que as filhas freqüentassem escolas, e quando o faziam, deixavam apenas o tempo suficiente para aprender a escrever o próprio nome. Neste período ao qual me refiro, a mulher instruída, letrada, representava um perigo, pois poderia corresponder-se com outros homens, marcar encontros, estabelecer contatos com amantes, e assim por diante. A verdade é que a mulher sempre foi discriminada, e para cada época houve uma justificativa diferente, mesmo que absurda. Quem, conhecendo a mulher dos dias atuais - dona de suas vontades, independente e liberada, atuando com competência nas mais diversas áreas profissionais -, diz que um dia passou por tudo isso? É realmente difícil de acreditar.
Não se pode negar que a mulher provocou uma transformação social, e que estão conquistando cada vez mais seu espaço. Mas, ainda continua vítima de preconceitos seculares quando o assunto é sexo. Quando partimos para o campo das fantasias sexuais, por exemplo, vamos perceber que o homem, por ter recebido uma educação menos proibitiva, é quem primeiro irá se manifestar e procurar com o aval e participação da companheira, realizar alguns dos seus caprichos.
As fantasias cumprem um papel importante na sexualidade humana. Além de intensificar o prazer sexual, compensam as insuficiências da relação, do desejo não satisfeito. Na realidade, são elas que baseadas em estímulos visuais ou imaginados despertam o interesse, a vontade de realizar o que se deseja sexualmente. Podemos citar algumas práticas que mexem com a imaginação de muita gente: sexo oral, sexo anal, servidão, sadomasoquismo, exibicionismo, voyeurismo, troca de casais, sexo em público, ménage à trois etc. Sem esquecer dos fetiches, dos acessórios eróticos e dos palavrões pronuciados durante o ato, que podem apimentar ainda mais a relação.
Se pararmos para pensar e avaliar sem falso moralismo, chegaremos a conclusão que todos nós temos um pouco de tudo ou de quase tudo. Quem é que não gosta de se exibir, por exemplo? Senão em público, pelo menos na cama, na intimidade entre quatro paredes. Todo mundo tem um lado exibicionista. Quer provar que é bom amante, que é capaz de levar o outro ao delírio, ao ápice sexual. Porcura chamar a atenção, porque no íntimo quer ser reconhecido, valorizado. Precisa ouvir do parceiro que é bom ou boa de cama, ardente ou coisa que valha. Por isso é muito comum o homem, principalmente, logo depois da transa, perguntar: "E então, querida, foi bom?" No íntimo busca desesperadamente um sinal de aprovação. Se receber aplausos por sua performance na cama, ótimo. Missão cumprida. Porém, se a parceira não lhe fizer um elogio é capaz de ficar o resto da noite sem dormir. O homem é frágil por natureza, por isso tenta a todo instante provar sua masculinidade. Mas se não tiver um feed-back da mulher aprovando a sua atuação, geralmente fica preocupado pensando que ela não gostou, e principalmente, com a impressão negativa que ela pode ter a seu respeito. Quem tem certeza de sua competência não precisa perguntar nada. Mas há todo um aspecto psicológico que faz com que a maioria dos homens se comporte assim.
Mas é oportuno destacar que o exibicionismo não é uma prática exclusivamente masculina. A mulher mais do que ninguém tem se utilizado deste recurso, de forma consciente ou não. Além da vaidade, que lhe é peculiar, tem investido alto na sua principal arma: a sensualidade. Quando veste uma minissaia, um tomara-que-caia, uma lingerie sensual realçando cada detalhe do seu corpo ou um vestido transparente capaz de enlouquecer o mais sensato dos homens, é porque quer chamar a atenção, despertar o interesse, ser cortejada. A mulher gosta de se sentir 'gostosa', ser desejada, e então exibe o que há de melhor em si. E assim, com roupas e atitudes cada vez mais ousadas, vai despertando olhares e testando o seu poder de sedução.

As fantasias das pessoas têm uma história familiar, afetiva e cultural. Os homens por terem recebido uma educação com menos proibições, e possuírem um ímpeto sexual maior do que as mulheres - provocado por fatores biológicos e culturais cientificamente provados -, são os que mais apreciam e se identificam com o voyeurismo. Aliás, o difícil é saber o que os homens não gostam quando o assunto é sexo. Se ser voyeur é sentir prazer em ver fotografias de mulheres nuas, assistir a vídeos pornôs, espionar a vizinha tomando banho, espreitar a janela alheia e se deliciar com a cena de um casal trocando beijos, caricias, se excitando ou mantendo relação sexual, só podemos chegar a uma conclusão: de voyeur todos nós temos um pouco.
Antigamente o voyeur precisava da clandestinidade, expiar às escondidas, e a possibilidade de vir a ser pego em flagrante mais o excitava. Hoje, porém, embarcar numa fantasia sexual, assistir ao strip-tease da própria mulher ou um filme erótico sozinho ou acompanhado, é um comportamento já considerado normal. Chega, inclusive, a ser recomendado por terapeutas de casais para quebrar a rotina. É oportuno destacar que existe casal voyeur por excelência: quando parte para a realização de suas fantasias sexuais, o casal escolhe uma companhia masculina ou feminina, e vão os três para a mesma cama.
A mulher se delicia ao ver o marido acariciando, beijando e excitando a outra moça. Por outro lado, o marido voyeur chega ao clímax da excitação ao ver sua esposa sendo bolinada e possuída sexualmente por outro homem, e a sensação de estar sendo observada pelo esposo, leva a parceira ao delírio.
Uma das fantasias mais comuns, independente do gênero sexual, é a vontade de poder se relacionar na cama com mais alguém, além do seu companheiro. Trata-se da prática do ménage à trois, ou seja, uma relação sexual a três. Podem ser dois homens e uma mulher ou duas mulheres e um homem. Embora em menor proporção, pode ser ainda, três homens ou três mulheres dentro de um relacionamento homossexual estável.
Sobre o tema o Dr Antônio Celso Ayub*, diz: "a fantasia sexual de muitas mulheres é a de serem possuídas por dois homens ao mesmo tempo. Mas, para transformar este sonho em realidade é preciso muito diálogo com o parceiro e que haja um clima de amizade e respeito para com o outro e para a prática em si. Neste caso, o homem deve saber que o prazer sexual não está no orgasmo, mas em proporcionar a satisfação a sua parceira, dando-lhe o que mais almeja, ser bolinada e desejada por dois homens simultaneamente, ou por um homem e uma mulher.
É grande o número de casais que procura o ménage feminino, devido ao homem que incentiva e desperta a bissexualidade na parceira, a qual passa a ser aceita na sua essência sem medos e preconceitos. Já o ménage masculino - a pratica do sexo entre dois homens e uma mulher -, é muito prazerosa principalmente para a mulher, quando ela passa a ser não um objeto sexual, mas um ser humano repleto de fantasias e desejos sensuais ardentes".
Conforme podemos constatar nas palavras do Dr. Celso, "o ménage feminino é mais procurado porque o homem incentiva e desperta a bissexualidade na parceira". Por que ele faz isso? Porque no fundo não quer, não deseja, nem pretender ver sua esposa sendo excitada e sexualmente atraída por outro homem. Sua formação machista não lhe permite. Poucos estão preparados para viver esta experiência. A prática se torna mais usual quando um dos parceiros é voyeur por excelência. O que se pode deduzir é que, diante da dificuldade de convencê-lo ou medo de se manifestar mais abertamente, a mulher esconde sua verdadeira intenção e acaba cedendo a proposta do parceiro e vive sua fantasia pela metade. Outras aproveitam a oportunidade para viver uma experiência nova e se preparar para encontros futuros, que poderão acontecer com a participação e consentimento do companheiro ou não.
Muitos homens no intuito de não serem infiéis a suas parceiras, incentivam as mesmas a praticarem esta forma de sexo. Só que na realidade querem se sentir garanhões, transando com duas mulheres ao mesmo tempo. Se a parceira suspeitar que sua atitude é de apenas testar a sua potência sexual, poderá se sentir usada e sair frustrada da relação. Portanto, todo cuidado é pouco. É durante o ato sexual que todos os sentimentos estão a flor da pele. É nesta hora que surge também o ciúme, tanto por parte do homem como da mulher. É uma reação natural que acontece, tanto no ménage feminino quanto no masculino. Por mais que o casal queira viver esta experiência, é preciso estar consciente e preparado para possíveis reações de ciúme, e quando este momento chegar, tentar de todas as maneiras manter o controle da situação.
É fundamental respeitar e acatar os sentimentos do outro, mas convencê-lo de que a possibilidade disso acontecer já era sabido, e que só resta agora viver cada momento da relação tendo em comum um único objetivo: atingir a plenitude de sua satisfação sexual.
Com a quebra de antigos tabus muitos casais estão dando uma nova dimensão aos seus relacionamentos, e investindo alto no seu arsenal bélico-sexual. Mas o cardápio das fantasias ou variações sexuais não pára por aí, e oferece aos homo e bissexuais o prato do dia: a servidão. Antes de tudo é preciso separar o que é servidão do que é sadomasoquismo, que freqüentemente inclui a primeira. Servidão nada mais é do que dominar o parceiro ou parceira pela imobilização (com cordas, algemas, meias, lençóis) e então fazer amor com ela ou ele. O sadomasoquismo vai mais além: envolve dor e humilhação. De acordo com o Relatório Internacional da revista Playboy - pesquisa realizada no início da década de 80 envolvendo vários países, inclusive o Brasil - a identidade sexual aqui é decisiva: os homossexuais mostraram maior inclinação à servidão. Pelo estudo feito, as mulheres bissexuais, entre todos esses, são as mais inclinadas a experimentar tudo em sexo.
Uma outra opção de prazer, embora não muito comum, é o contato anal-oral. Alex Confort, em "As Alegrias do Sexo", define como "estimulação pela língua, do ânus e do períneo". Os homens que mais apreciam este tipo de experiência estão na faixa de 30 e 39 anos, e as mulheres com menos de 21 anos parecem mais dispostas. Com o avanço da idade das pessoas pesquisadas, o interesse por esta prática diminui, revela a pesquisa.
Conceitos sociais e religiosos à parte, a sexualidade humana é uma questão que merece respeito, exige responsabilidade e expressa com fidelidade o amor-próprio. O segredo é não exigir do outro o que o ele não pode dar e dar de si apenas o seu melhor, sem medir nem comparar.

*Celso Ayub - médico obstetra, em: "Arte, Erotismo e Fantasia". Palestra realizada durante o  Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana -
                                               E vcs...o que acham disso??? Bjs...Mar...

3 comentários:

  1. Conheci seu blog por acaso...
    interessante
    beijos doces
    {ísis}_MN

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  2. Querida Mar..
    Passando agora com calma para conhecer teu blog e agradecer tua visita bem como tuas palavras tão gentis.Discordo um pouquinho do autor deste artigo do post rsrsrs quando ele fala sobre servidão, mas deixemos isso para outro dia, dá muito pano pra manga.Adorei tudo aqui e certamente serei uma leitora assídua.
    Beijos afetuosos minha linda...

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  3. Mar linda, eu adorei essa matéria, otima mesmo.....adoro quando faz esses tipos de posts.....e a foto então eu amei rs
    Saiba que vamos estar sim juntas sempre minha amiga querida, na alegria e na tristeza, uma apoiando a outra em tudo, tu é especial demais, e cada dia que te conheço mais, mais encantada fico em ver que pessoa maravilhosa vc é....
    Mil beijos em seu coração, te adorooooo

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